Deus
age em nós, por mãos imperfeitas,
Através de pessoas, não de
anjos,
Nem sempre luz, às vezes sombras feitas,
Mas sempre
amor, em gestos e arranjos.
Não
importa a fraqueza, o erro ou queda,
Há um sopro divino em cada
ato,
E o que parece ruína, é semente,
Que germina em
silêncio, exato.
De
quem, caindo, ergue almas desfeitas.
Já fui, nas minhas quedas,
instrumento,
Por um instante, perfeito em Seu querer;
Mesmo
em fraqueza, nasce o fundamento
De
ser auxílio, de aprender a ser.
Não pede Deus que sejamos sem
falha,
Mas usa o pouco, o erro, a tempestade.
E quando a
dor, em nós, tudo avacalha,
Já
me senti instrumento nas mãos d’Ele,
Num instante de graça,
breve e intenso,
Ajudando alguém, sentindo-me inteiro,
Perfeito,
apesar do ser imenso.
Deus age em nossas quedas, em cada luta,
E
sempre nos levanta, a
cada escuta.
Ele
envia alguém, pura bondade,
Para que a vida, em graça, se
retalha
E a gratidão floresça em liberdade
Deus
age em nós de modo tão sutil,
Por
mãos humanas, frágeis, imperfeitas.
Às
vezes, tropeçamos no ardil.