terça-feira, 8 de abril de 2008
Poema introdutório
Fiz este poema em Janeiro de 1983,
exclusivamente para ser a introdução
do meu primeiro livro: NÓS, cujo
poema-título está também publicado
aqui no blog.
Ando em busca de senso,
De significativo,
De realização.
Fiz este rascunho
De minh’alma
Transparente de calma
Como vulcão
Prestes a explodir
Temos sempre em mãos
Perguntas sem respostas
Questões ainda não propostas
Pelo sonho dos demais
Que conosco convivem
Dividem
Este universo
Incerto.
Nascido?
Sem se saber de onde...
Indo?
Sim, para longe.
Infinito... paralelo...
Eqüidistante do fim.
sábado, 22 de março de 2008
POR QUÊ?
Por quê me fizestes
afirmação e negação?
Por quê me fizestes
sorriso e choro?
Por quê me fizestes
alegria e tristeza?
Por quê me fizestes
paixão e ódio?
Por quê me fizestes
amor e indiferença?
Por quê me destes
todas respostas,
que não sei,
a todas perguntas
que não fiz?
Nesta incerteza,
não sei se faço
o primeiro verso
deste poema,
para o começo
ou para o fim.
O MAR, EU E VOCÊ
Um dia o homem
encontrou-se com o mar.
O dia amanheceu.
O mar rebelde
tornou-se manso
e ao homem acolheu.
Eu e você.
Veio a maré alta e o barco partiu.
O tempo do sonho
O barco a vela
sem leme, sem rumo.
O tempo do triste.
O vento do sul,
o vento do norte,
a brisa do leste.
O tempo do alegre.
A fronteira do tempo
no mar do infinito
levou ao homem
a notícia do tudo.
O tempo do amor.
A caneta
As pazes com a caneta
esta forma de expressão
que alivia a tensão
e, com ou sem rima,
garante a saída
do túnel, para o acesso,
aceso, impar, o néctar do tempo.
Acredito no som do infinito
pulsante, sei que nada
sei, nada, apenas fagulhas
vejo do cintilar das estrelas.
Li gênesis do Rogério, o Salgado,
doce “o pó surgiu a noite
e da noite fez-se dia” poesia...
No sofá o ursinho está pensativo...
Radiante com o reencontro
com a caneta eu sonho acordado.
A força desta tempestade
aquece o rio dentro de mim,
Enfim... o mar.
terça-feira, 11 de março de 2008
ATRITO
Tentei gritar e o grito
saiu rouco e desafinado.
Porque?!?!...
Escolhemos o complicado
não o simples,
Escolhemos a disparidade
e não a igual divisão.
Escolhemos o monstruoso
e não o divino.
Na foto a boneca sempre olha
na mesma direção.
Tentei chorar e saiu
um sonso riso.
Confundido entro em atrito
com o rito e com o prazer.
E o sonho, onde fica este
salvador da esperança?
No âmago do coração amargo
de enfrentar a vida, ou
nas asas abruptas da morte!?
E o tempo, este curador
das feridas e dos desenganos,
deve ser medido pelos segundos
ou pelos anos-luz?
terça-feira, 4 de março de 2008
SILÊNCIO
O silêncio- forma, conteúdo, preparação.
Necessidade de um encontro consigo mesmo.
Peso – noção do medo
Medo – obstáculo maior.
Silêncio – forma de enfrentar.
Silêncio – conteúdo da batalha.
Silêncio – preparação para luta.
Silêncio – arma do guerreiro que sabe:
toda palavra constrói ou destrói
dependendo de como é usada.
Silêncio – amor feito conscientização
da necessidade de pensar
para não perder o amor
que todos necessitam ter.
CRIANÇA
Nascemos.
Na infância
sorrimos
brincamos
quebramos a vidraça do vizinho.
tudo isto se justifica: “ele é criança.”
Inevitável: crescemos.
Transformamo-nos.
E nada mais é justificável.
Queremos chorar, desabafo.
Queremos correr
Lutar.
Sorrir.
E estamos tolhidos...
Para sobreviver devemos
conservar dentro de nós
um cantinho
para ser criança.
VITÓRIA
O fel arrebatou o mundo
fê-lo lacaio do imundo
inundou os corações em seu âmago,
distorcendo as faces.
O fel amou o mundo
e este amor o fez doce.
O amor, vitorioso
Imperativa força,
quedou mais um
arrefecimento à sua luz.
Somos assim, como fel
lacaios do egoísmo.
Só o amor nos faz mudar:
elevar
e não subjugar,querer
ser e não ter.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Verso
Ferino é o verso,
primeiro toca de leve,
roçando a pele,
arrepiando o corpo inteiro,
depois perfurando
as mágoas e desenganos,
deixando escapar para todo o coração,
reavivando-o,
o líquido mais precioso
que temos guardado:
a sensibilidade...
Revigorando a alma.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
PAIXÃO
Quando os olhos
se encontram frente a frente,
diante da escolha
do fervor e da paixão.
Quando as mãos se tocam
em um balé indescritível
e as bocas úmidas se acariciam
na impossibilidade de dizer não.
Entendo o sentido
da consumida e agredida
palavra: amor.
sábado, 12 de janeiro de 2008
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
DESCONEXOS
A vida e suas situações, ora hilárias, ora tristes, ora desesperadoras.
Os carros passam e fazem um barulho ensurdecedor.
Algumas pessoas se acham o máximo e não sabem aceitar suas limitações, mesmo estes têm seus momentos de sensibilidade.
O céu azul com muitas nuvens, característico do verão, está radiante.
O Natal se aproxima e com ele a aura de sensibilidade maior do período.
A felicidade permeia a face de todos.
Tenho a esperança utópica que esta felicidade seja perene...
A vida e suas situações, ora hilárias, ora tristes, ora desesperadoras.
Os carros passam e fazem um barulho ensurdecedor.
Algumas pessoas se acham o máximo e não sabem aceitar suas limitações, mesmo estes têm seus momentos de sensibilidade.
O céu azul com muitas nuvens, característico do verão, está radiante.
O Natal se aproxima e com ele a aura de sensibilidade maior do período.
A felicidade permeia a face de todos.
Tenho a esperança utópica que esta felicidade seja perene...
CONTROLE AS EMOÇÕES
Atritos, brigas e discussões são sempre muito desgastantes, mas nós só temos estas situações com quem convivemos e principalmente queremos continuar a conviver.
Pense bem, se você não precisa de, gosta de, ou ama alguém tudo que esta pessoa fizer lhe será indiferente e conseqüentemente não haverá o stress entre ambos.
Por isso ao perceber que as discussões, brigas e atritos estão ocorrendo trabalhe o emocional para corrigir, é claro, mas lembre que só há evolução de conhecimento mútuo quando há exposição das diferenças, para serem encontrados os pontos de convergência, que sempre existem, porque quando não houver a hora é de mudar os rumos.
Atritos, brigas e discussões são sempre muito desgastantes, mas nós só temos estas situações com quem convivemos e principalmente queremos continuar a conviver.
Pense bem, se você não precisa de, gosta de, ou ama alguém tudo que esta pessoa fizer lhe será indiferente e conseqüentemente não haverá o stress entre ambos.
Por isso ao perceber que as discussões, brigas e atritos estão ocorrendo trabalhe o emocional para corrigir, é claro, mas lembre que só há evolução de conhecimento mútuo quando há exposição das diferenças, para serem encontrados os pontos de convergência, que sempre existem, porque quando não houver a hora é de mudar os rumos.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Nós
Nós temos
Mãos de alegria
Capazes de secar
todas as tristezas
Nós temos
Olhos de benevolência
Capazes de amenizar
Todo ódio
Nós temos
Pés constantes
Capazes de nos levar
Até Deus.
Mãos de alegria
Capazes de secar
todas as tristezas
Nós temos
Olhos de benevolência
Capazes de amenizar
Todo ódio
Nós temos
Pés constantes
Capazes de nos levar
Até Deus.
terça-feira, 8 de maio de 2007
EQUILÍBRIO
Sendo a paciência a grande virtude a ser adquirida, ao conquistá-la o homem se torna equilibrado, e consequentemente melhor.
O equilíbrio é o resultado da árdua tarefa de se ser paciente com tudo, até com os próprios erros, as próprias limitações.
Equilíbrio é um estado de espírito!
O homem equilibrado comete menos desatinos, sofre menos revezes, alcança mais vitórias duradouras.
Equilíbrio é, antes de mais nada, controle sobre as vaidades próprias e aceitação da vaidade de terceiros.
Não estudei a etmologia da palavra, mas, intuitivamente vejo que um homem de brio tem que ser, necessariamente, equilibrado.
Sendo a paciência a grande virtude a ser adquirida, ao conquistá-la o homem se torna equilibrado, e consequentemente melhor.
O equilíbrio é o resultado da árdua tarefa de se ser paciente com tudo, até com os próprios erros, as próprias limitações.
Equilíbrio é um estado de espírito!
O homem equilibrado comete menos desatinos, sofre menos revezes, alcança mais vitórias duradouras.
Equilíbrio é, antes de mais nada, controle sobre as vaidades próprias e aceitação da vaidade de terceiros.
Não estudei a etmologia da palavra, mas, intuitivamente vejo que um homem de brio tem que ser, necessariamente, equilibrado.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
PACIÊNCIA
A grande virtude a ser adquirida pelo ser humano é a
paciência, e é uma tarefa árdua.
Todos os momentos da nossa vida nós temos que
exercitá-la: no aprendizado da linguagem, do andar,
na escola, no trabalho, na gravidez (da esposa), no sinal,
seja como motorista ou como pedestre, neste último caso
então a falta dela é fatal.
Paciência com aqueles que se acham o máximo e querem
nos diminuir.
Paciência com aqueles que não acompanham nosso ritmo,
para não diminuí-los.
Paciência com as estações do ano que insistem em se repetir.
Paciência com a vida, a única forma de fazê-la, realmente, plena e viva.
A grande virtude a ser adquirida pelo ser humano é a
paciência, e é uma tarefa árdua.
Todos os momentos da nossa vida nós temos que
exercitá-la: no aprendizado da linguagem, do andar,
na escola, no trabalho, na gravidez (da esposa), no sinal,
seja como motorista ou como pedestre, neste último caso
então a falta dela é fatal.
Paciência com aqueles que se acham o máximo e querem
nos diminuir.
Paciência com aqueles que não acompanham nosso ritmo,
para não diminuí-los.
Paciência com as estações do ano que insistem em se repetir.
Paciência com a vida, a única forma de fazê-la, realmente, plena e viva.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
UM HOMEM E UMA MULHER
“... e por te amar assim,
muito e amiúde, é que um
dia em teu corpo, de repente,
hei de morrer de amar mais
do que pude.”
Vinicius de Moraes
Um homem e uma mulher
unidos no infinito do sempre
presos pelo olhar que lhes dá a vida
sonhando com a paz até a despedida
fazendo do momento o infinito
no infinito de cada momento.
Diferentes seres, seivas iguais.
diferentes desejos, mesmos ideais.
diferentes frutos, sementes reais.
Um homem e uma mulher
nascidos das mesmas quimeras
lutando nas mesmas eras
por um lugar amor.
Um homem e uma mulher...
“... e por te amar assim,
muito e amiúde, é que um
dia em teu corpo, de repente,
hei de morrer de amar mais
do que pude.”
Vinicius de Moraes
Um homem e uma mulher
unidos no infinito do sempre
presos pelo olhar que lhes dá a vida
sonhando com a paz até a despedida
fazendo do momento o infinito
no infinito de cada momento.
Diferentes seres, seivas iguais.
diferentes desejos, mesmos ideais.
diferentes frutos, sementes reais.
Um homem e uma mulher
nascidos das mesmas quimeras
lutando nas mesmas eras
por um lugar amor.
Um homem e uma mulher...
quarta-feira, 14 de março de 2007
Dia da Poesia
Poesia
Poesia é acima de tudo síntese,
por isso mesmo liberdade,
porque a análise pode ser individual,
íntima, ao mesmo tempo que coletiva.
Poesia é sinônimo de sensibilidade,
com tudo ao redor, com as situações e
emoções boas e ruins, pode exaltar o belo
com sublimação e condenar o feio com
implacável determinação.
Poesia é uma brisa suave,
com um jeito de temporal,
ao mesmo tempo acaricia e
sacode, remove teias e aguça
os sentidos.
Assim, e muito mais, é a poesia.
Poesia é acima de tudo síntese,
por isso mesmo liberdade,
porque a análise pode ser individual,
íntima, ao mesmo tempo que coletiva.
Poesia é sinônimo de sensibilidade,
com tudo ao redor, com as situações e
emoções boas e ruins, pode exaltar o belo
com sublimação e condenar o feio com
implacável determinação.
Poesia é uma brisa suave,
com um jeito de temporal,
ao mesmo tempo acaricia e
sacode, remove teias e aguça
os sentidos.
Assim, e muito mais, é a poesia.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Construção
No mundo de hoje
Onde a verdade é força procurada
A fé precisa ser balanceada
De antemão
Não te esqueças não.
O ontem é passado
E perguntas meu irmão:
Pra que serviu?
O ontem é um espelho:
Te refletes como és.
Não fujas dele.
Olha no fundo dos teus próprios olhos.
Não olhes no fundo
Dos olhos do teu irmão.
O objetivo és tu mesmo:
Um ser em construção
Não te esqueças não.
É preciso seguir em frente
Corrente
Patente
Servindo de elo
De suporte
De cadeado.
Não te importes:
É preciso construção.
Não te esqueças não.
No mundo de hoje
Onde a verdade é força procurada
A fé precisa ser balanceada
De antemão
Não te esqueças não.
O ontem é passado
E perguntas meu irmão:
Pra que serviu?
O ontem é um espelho:
Te refletes como és.
Não fujas dele.
Olha no fundo dos teus próprios olhos.
Não olhes no fundo
Dos olhos do teu irmão.
O objetivo és tu mesmo:
Um ser em construção
Não te esqueças não.
É preciso seguir em frente
Corrente
Patente
Servindo de elo
De suporte
De cadeado.
Não te importes:
É preciso construção.
Não te esqueças não.
Casinha de sapé
Perto da estrada
Uma casinha de sapé
O sol chegando
O dia raiando
E eu partindo
Para perto do longe
Chegando de um sonho:
Grande sonho de amor.
Casinha de sapé
Pequeno santuário
Grande relicário
Onde me preparo
Pedindo ao alto o tudo
Vou plantando no caminho
O melhor que consigo
Para ser algo e alguém
Perto da estrada
Uma casinha de sapé
O sol chegando
O dia raiando
E eu partindo
Para perto do longe
Chegando de um sonho:
Grande sonho de amor.
Casinha de sapé
Pequeno santuário
Grande relicário
Onde me preparo
Pedindo ao alto o tudo
Vou plantando no caminho
O melhor que consigo
Para ser algo e alguém
Criança
Nascemos.
Na infância:
Sorrimos,
Brincamos,
Quebramos a vidraça do vizinho.
Isto se justifica: “ele é criança.”
Inevitável: crescemos.
Transformamo-nos.
E nada mais é justificável.
Queremos chorar, desabafo.
Queremos correr,
Sorrir,
Lutar.
E estamos tolhidos.
Para sobreviver devemos
conservar dentro de nós
Um cantinho para sermos
criança.
quinta-feira, 8 de março de 2007
GNOMO
Quinze centímetros de nós é Gnomo
e passamos a vida sem saber.
Quinze centímetros apenas,
Apenas quinze centímetros.
Mas capazes de mudar nossos sonhos,
De remover as nossas teias,
De modificar as nossas vidas...
E passamos a vida sem saber.
Quinze centímetros de sonhos
De lendas, fadas...
Em um cantinho de nós.
Por que passar a vida sem saber?
Já que abolimos a sinceridade,
Desrespeitamos a honestidade,
abandonamos a sensibilidade...
Por que passar a vida sem compreender?
Quinze centímetros apenas,
Apenas quinze centímetros...
Gnomo
nômade
amante dos sonhos,
das fadas,
das lendas...
Pedacinho de nós.
Não nos deixe passar a vida sem saber!
Quinze centímetros de nós é Gnomo
e passamos a vida sem saber.
Quinze centímetros apenas,
Apenas quinze centímetros.
Mas capazes de mudar nossos sonhos,
De remover as nossas teias,
De modificar as nossas vidas...
E passamos a vida sem saber.
Quinze centímetros de sonhos
De lendas, fadas...
Em um cantinho de nós.
Por que passar a vida sem saber?
Já que abolimos a sinceridade,
Desrespeitamos a honestidade,
abandonamos a sensibilidade...
Por que passar a vida sem compreender?
Quinze centímetros apenas,
Apenas quinze centímetros...
Gnomo
nômade
amante dos sonhos,
das fadas,
das lendas...
Pedacinho de nós.
Não nos deixe passar a vida sem saber!
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
A DANÇA
Na dança a ausência de palavra
Esta tamanha farsa, cativeira do
Pensamento.
Na dança a presença dos olhos
Esses faróis do espírito que
Lampejam alegria
Por quantos estiveram ao redor.
Na dança a ausência
Do medo de buscar no companheiro o significado
Do sim e do não.
Na dança a presença
Da certeza do encontro,
Com o desencontro, encontro
Do certo com o duvidoso
Sem o desejo vão.
Na dança a ausência da incerteza
Acabando a musica
Podemos continuar a ser
Silenciosos, perfeitos,
Pássaros que levantam
Vôo sem medo de voltar ao chão.
Na dança a ausência de palavra
Esta tamanha farsa, cativeira do
Pensamento.
Na dança a presença dos olhos
Esses faróis do espírito que
Lampejam alegria
Por quantos estiveram ao redor.
Na dança a ausência
Do medo de buscar no companheiro o significado
Do sim e do não.
Na dança a presença
Da certeza do encontro,
Com o desencontro, encontro
Do certo com o duvidoso
Sem o desejo vão.
Na dança a ausência da incerteza
Acabando a musica
Podemos continuar a ser
Silenciosos, perfeitos,
Pássaros que levantam
Vôo sem medo de voltar ao chão.
sábado, 3 de fevereiro de 2007
1984
- FALTA UM LÍDER
U R G E N T E
Precisamos de um trator Ford!!!
Oh! Desculpem-me, de um líder.
- Liberal, para colher o melhor fruto de todas árvores;
- Inteligente, para saber selecioná-los;
- Decidido, para excluir as más colheitas
e fazer respeitadas as melhores;
- Esperto, para não se lambuzar em qualquer melado;
- Responsável, para valorizar a confiança dos liderados.
É importante que tenha passado
pelo gladiador, não por contusão,
mas por preparação.
É importante usar linguagem
popular, e conhecer as artimanhas da
erudita.
É importante saber-se humano,
e cercar-se de quantos líderes
puder conquistar.
É importante ter em mente
grandes sonhos, e sapatos de
chumbo para a gravidade ajudar.
É importante conhecer de Confúncio
a José da Silva, de César a João
ninguém.
É importante que ame nosso povo
não só a pátria, e...
que venha de trem!
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Ler Poemas
É importante aprender
como ler um livro de poemas,
deguste um poema de cada vez,
não leia por atacado,
poesia não é romance,
cada uma é um
universo completo,
cada palavra,
cada verso,
cada estrofe...
como ler um livro de poemas,
deguste um poema de cada vez,
não leia por atacado,
poesia não é romance,
cada uma é um
universo completo,
cada palavra,
cada verso,
cada estrofe...
Falando do passado
Poema pela constituinte
Este poema foi feito em 1979, a constituinte de 1988, apesar de ter feito a chamada "Constituição Cidadã", não foi bem o que eu preconizava, lógico que ficou melhor do que estava. E assim seguimos em frente, pois quem anda prá trás é caranguejo.
O nosso país cada vez mais
Se afunda no marasmo da insensatez
Das decisões imediatistas
Das soluções que urgênciam outras.
O poder este sentimento humano
Incoerente com a convivência em grupo
Desencadeia este processo.
Quem tem poder, senão aqueles
Designados pela nossa incompetência
Em realizar e produzir?
Quem tem poder, senão aqueles
Castradores do aprendizado
Para na ignorância nos manter cativos?
O poder não deveria ser outro
Senão o consenso diante da mesma
Decisão.
Não deveria ser um fato
um ato
Isolado.
Levar adiante esta situação?
Por quê?
Há algum benefício coletivo?
Não há sequer a consciência
Dos donos do poder no nosso país
Da mutabilidade patente das diretrizes.
Não há sequer consciência que
Sem subordinado não pode haver
Superior,
E estão dizimando os subordinados!
Inconseqüentemente
Incoerentemente.
Pois, dizem saber ser necessário
Todos os apoiarem
mas apoiar o quê?
Se eles mesmos não sabem,
Como seguir caminhos não traçados
Como seguir objetivos não propagados?
Como seguir, enfim, quando as palavras,
Ditas propagadoras, não vêem seguidas de ações equivalentes?
Basta!
Seja dito fim, ao totalitarismo
Consenso, bom senso sejam bem vindos,
Salvem nosso país!
Este poema foi feito em 1979, a constituinte de 1988, apesar de ter feito a chamada "Constituição Cidadã", não foi bem o que eu preconizava, lógico que ficou melhor do que estava. E assim seguimos em frente, pois quem anda prá trás é caranguejo.
O nosso país cada vez mais
Se afunda no marasmo da insensatez
Das decisões imediatistas
Das soluções que urgênciam outras.
O poder este sentimento humano
Incoerente com a convivência em grupo
Desencadeia este processo.
Quem tem poder, senão aqueles
Designados pela nossa incompetência
Em realizar e produzir?
Quem tem poder, senão aqueles
Castradores do aprendizado
Para na ignorância nos manter cativos?
O poder não deveria ser outro
Senão o consenso diante da mesma
Decisão.
Não deveria ser um fato
um ato
Isolado.
Levar adiante esta situação?
Por quê?
Há algum benefício coletivo?
Não há sequer a consciência
Dos donos do poder no nosso país
Da mutabilidade patente das diretrizes.
Não há sequer consciência que
Sem subordinado não pode haver
Superior,
E estão dizimando os subordinados!
Inconseqüentemente
Incoerentemente.
Pois, dizem saber ser necessário
Todos os apoiarem
mas apoiar o quê?
Se eles mesmos não sabem,
Como seguir caminhos não traçados
Como seguir objetivos não propagados?
Como seguir, enfim, quando as palavras,
Ditas propagadoras, não vêem seguidas de ações equivalentes?
Basta!
Seja dito fim, ao totalitarismo
Consenso, bom senso sejam bem vindos,
Salvem nosso país!
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
ESTRANHA
“Amor é fogo
que arde
sem se ver...”
Luis de Camões
Estranha a força
de quem ama.
Nada é mais forte e bela
que a pessoa amada.
Estranho o coração
de quem ama.
Bate sempre no ritmo
do sorriso da pessoa amada.
Estranha a presença
de quem ama.
Por mais cercada de gente
está só, e em multidão se torna
junto da pessoa amada.
Estranha a vontade
de quem ama.
Seu único pensamento:
A vontade da pessoa amada.
“Amor é fogo
que arde
sem se ver...”
Luis de Camões
Estranha a força
de quem ama.
Nada é mais forte e bela
que a pessoa amada.
Estranho o coração
de quem ama.
Bate sempre no ritmo
do sorriso da pessoa amada.
Estranha a presença
de quem ama.
Por mais cercada de gente
está só, e em multidão se torna
junto da pessoa amada.
Estranha a vontade
de quem ama.
Seu único pensamento:
A vontade da pessoa amada.
sábado, 13 de janeiro de 2007
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
POEMA (DA SILVA)
A caçamba bamba
corre o trilho
balança, balança...
A caçamba cheia de gente,
querendo:
O pão (francês)
O leite (magro)
As verduras (com as pragas)
As frutas (com carbureto)
O direito de viver:
limpo
sob um teto
tendo uma mesa
com uma toalha (não precisa ser bonita)
Vitória!
O escravo do tempo fugiu,
veio à caçamba,
falou de justiça,
lutou por união e a conseguiu.
E ele tem um nome comum, simples:
José da Silva,
João da Silva,
POLEGAR da Silva,
Luiz Inácio da Silva
(também cidadão brasileiro).
E assim como convosco, Senhor,
já querem acabar com ele.
Porque a fábrica não pode parar,
o empresário tem que viajar,
prá Frankfurt, Paris, Londres,
fumar cigarros finos e bonitos e
tomar Whisky importado.
Então eu me lembro do Sócrates,
não o filósofo, o macaco do Planeta dos Homens:
"Não precisa explicar, eu só queria entender."
Senhor, faça este ditado dar certo:
Nem tudo que balança, cai
e muito obrigado
de coração.
PS. Este poema eu fiz em 1979 quando um sindicalista fez a primeira greve durante o regime de exceção que nos massacrou durante 30 anos. No blog http://poemasevida.zip.net tratarei mais dos detalhes daquela época.
A caçamba bamba
corre o trilho
balança, balança...
A caçamba cheia de gente,
querendo:
O pão (francês)
O leite (magro)
As verduras (com as pragas)
As frutas (com carbureto)
O direito de viver:
limpo
sob um teto
tendo uma mesa
com uma toalha (não precisa ser bonita)
Vitória!
O escravo do tempo fugiu,
veio à caçamba,
falou de justiça,
lutou por união e a conseguiu.
E ele tem um nome comum, simples:
José da Silva,
João da Silva,
POLEGAR da Silva,
Luiz Inácio da Silva
(também cidadão brasileiro).
E assim como convosco, Senhor,
já querem acabar com ele.
Porque a fábrica não pode parar,
o empresário tem que viajar,
prá Frankfurt, Paris, Londres,
fumar cigarros finos e bonitos e
tomar Whisky importado.
Então eu me lembro do Sócrates,
não o filósofo, o macaco do Planeta dos Homens:
"Não precisa explicar, eu só queria entender."
Senhor, faça este ditado dar certo:
Nem tudo que balança, cai
e muito obrigado
de coração.
PS. Este poema eu fiz em 1979 quando um sindicalista fez a primeira greve durante o regime de exceção que nos massacrou durante 30 anos. No blog http://poemasevida.zip.net tratarei mais dos detalhes daquela época.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
TRISTEZA
“...quando a tristeza come à sua mesa,
a alegria dorme no seu quarto...”
Gibran Khalil Gibran
Tristeza amiga
da alegria
de nós
valorize o momento
que não volta
e não chegou
é o esperado
e já se alcançou
Tristeza
não me deixes chorar
não me deixes
ficar só a lamentar
sei que existes para valorizar
o momento de alegria
o momento de paz.
“...quando a tristeza come à sua mesa,
a alegria dorme no seu quarto...”
Gibran Khalil Gibran
Tristeza amiga
da alegria
de nós
valorize o momento
que não volta
e não chegou
é o esperado
e já se alcançou
Tristeza
não me deixes chorar
não me deixes
ficar só a lamentar
sei que existes para valorizar
o momento de alegria
o momento de paz.
LÁ
Lá ao longe
não sei bem onde
talvez ao por do sol
vivem estrelas esperando o luar
vive o amor procurando consolar
os que só têm a luz do luar
a iluminar.
Este luar que se perde atrás das nuvens
mas, resplandece mesmo assim
trazendo uma mensagem cálida
de beleza
paz e até de amor
Lá não deixa de ser cá,
conseguimos sonhar com o lá
precisamos agora aprender
a conseguir cá
o que sonhamos conseguir lá.
Lá ao longe
não sei bem onde
talvez ao por do sol
vivem estrelas esperando o luar
vive o amor procurando consolar
os que só têm a luz do luar
a iluminar.
Este luar que se perde atrás das nuvens
mas, resplandece mesmo assim
trazendo uma mensagem cálida
de beleza
paz e até de amor
Lá não deixa de ser cá,
conseguimos sonhar com o lá
precisamos agora aprender
a conseguir cá
o que sonhamos conseguir lá.
AMOR
“Ajuda-me Senhor:
Sois vós quem eterniza o amor,
e quero amar eternamente.”
Michel Quoist
Amor
Força, transformação.
O nosso jeito de ser triste
alegre se modifica
passamos a ser alguém
cujo nome pode ser amor.
Amor
Zelo e atenção.
Infinitos detalhes que
compõem a mais importante
fonte de nutrição do amor:
o carinho.
O amor nos atrai
como a gravidade atrai
os corpos para si.
atrai sem hora marcada
sem lugar certo
simplesmente atrai.
A vida é um rio
nos leva para o mar
nosso mar é a morte, mas
não temo a morte,
temo mais a vida.
Temo não ter tempo
para aprender amar,
temo não saber fazer
feliz alguém.
Amor...
“Ajuda-me Senhor:
Sois vós quem eterniza o amor,
e quero amar eternamente.”
Michel Quoist
Amor
Força, transformação.
O nosso jeito de ser triste
alegre se modifica
passamos a ser alguém
cujo nome pode ser amor.
Amor
Zelo e atenção.
Infinitos detalhes que
compõem a mais importante
fonte de nutrição do amor:
o carinho.
O amor nos atrai
como a gravidade atrai
os corpos para si.
atrai sem hora marcada
sem lugar certo
simplesmente atrai.
A vida é um rio
nos leva para o mar
nosso mar é a morte, mas
não temo a morte,
temo mais a vida.
Temo não ter tempo
para aprender amar,
temo não saber fazer
feliz alguém.
Amor...
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
POETA
"Faze, Senhor, sobretudo,
que minha palavra
seja uma semente."
Michel Quoist
Ser poeta não deve e
nem pode ser mais
alguém que foge
à realidade
deve e precisa ser
quem a torna mais bela.
O poeta deve ser aquele
que capta no ar a beleza
que os outros não vêem
por terem vendados olhos
ou por tentarem culpar
a vida e a realidade
por seus próprios defeitos.
Ser poeta é apenas
ser simples o bastante
para ver que o amor
é a mola que rege
a realidade e o sonho.
Sendo os dois um só
no universo criado por
Deus.
"Faze, Senhor, sobretudo,
que minha palavra
seja uma semente."
Michel Quoist
Ser poeta não deve e
nem pode ser mais
alguém que foge
à realidade
deve e precisa ser
quem a torna mais bela.
O poeta deve ser aquele
que capta no ar a beleza
que os outros não vêem
por terem vendados olhos
ou por tentarem culpar
a vida e a realidade
por seus próprios defeitos.
Ser poeta é apenas
ser simples o bastante
para ver que o amor
é a mola que rege
a realidade e o sonho.
Sendo os dois um só
no universo criado por
Deus.
VITÓRIA
O fel arrebatou o mundo
fê-lo lacaio do imundo
Inundou os corações em
seu âmago,
distorcendo as faces.
O fel amou o mundo
e este amor o fêz doce.
O amor, vitorioso
imperativa força,
quedou mais um
arrefecimento à sua luz
Somos assim, como fel
lacaios do egoísmo.
Só o amor nos faz mudar,
elevar e não subjugar,
ser e não ter.
O fel arrebatou o mundo
fê-lo lacaio do imundo
Inundou os corações em
seu âmago,
distorcendo as faces.
O fel amou o mundo
e este amor o fêz doce.
O amor, vitorioso
imperativa força,
quedou mais um
arrefecimento à sua luz
Somos assim, como fel
lacaios do egoísmo.
Só o amor nos faz mudar,
elevar e não subjugar,
ser e não ter.
GNOMO
Quinze centímetros de nós é Gnomo
e passamos a vida sem saber.
Quinze centímetros apenas,
apenas quinze centímetros.
Mas capazes de remover as nossas teias,
de mudar nossos sonhos,
de modificar nossas vidas,
e passamos a vida sem saber.
Quinze centímetros de sonhos,
lendas, fadas...
Por quê passarmos a vida sem saber?
Já que abolimos a sinceridade,
desrepeitamos a honestidade,
abandonamos a seriedade,
agredimos a humanidade.
Por quê passarmos a vida sem compreender?
Quinze centímetros apenas
Apenas quinze centímetros
Em um cantinho de nós.
Gnomo, nômade, amante
dos sonhos, das fadas, das lendas.
Pedacinho de nós.
Não nos deixe passar a vida
sem saber.
Quinze centímetros de nós é Gnomo
e passamos a vida sem saber.
Quinze centímetros apenas,
apenas quinze centímetros.
Mas capazes de remover as nossas teias,
de mudar nossos sonhos,
de modificar nossas vidas,
e passamos a vida sem saber.
Quinze centímetros de sonhos,
lendas, fadas...
Por quê passarmos a vida sem saber?
Já que abolimos a sinceridade,
desrepeitamos a honestidade,
abandonamos a seriedade,
agredimos a humanidade.
Por quê passarmos a vida sem compreender?
Quinze centímetros apenas
Apenas quinze centímetros
Em um cantinho de nós.
Gnomo, nômade, amante
dos sonhos, das fadas, das lendas.
Pedacinho de nós.
Não nos deixe passar a vida
sem saber.
sábado, 16 de dezembro de 2006
POEMA INTRODUTÓRIO
Fiz este rascunho de minh'alma,
transparente de calma, como um
vulcão prestes a explodir.
Temos sempre em mãos
perguntas sem respostas,
questões ainda não propostas,
pelo sonho dos demais,
que conosco convivem, dividem,
este universo incerto.
Nascido, sem se saber de onde.
Indo, sim, para longe.
Infinito, paralelo,
eqüidistante do fim.
Fiz este rascunho de minh'alma,
transparente de calma, como um
vulcão prestes a explodir.
Temos sempre em mãos
perguntas sem respostas,
questões ainda não propostas,
pelo sonho dos demais,
que conosco convivem, dividem,
este universo incerto.
Nascido, sem se saber de onde.
Indo, sim, para longe.
Infinito, paralelo,
eqüidistante do fim.
PÁSSARO
"...cantei sem saber
se quem pagou quis ouvir..."
Milton Nascimento
Um pássaro, que
ainda não descobri
a espécie, canta,
gorjeia na madrugada
de um jeito que ecoa
ao redor de minha casa,
ora parece estar no fio
da rede elétrica na
frente, ora na samambaia
da varanda e ora no
telhado do vizinho dos
fundos, mas mesmo
nos diferentes locais
o canto é sempre alto
e claro, e me acorda.
Confesso, às vezes
tive vontade de ir lá calá-lo.
Hoje no entanto, aqui
escutando um cd de
poesias, arrependo-me
de às vezes querer calar
o seu canto, tão claro
e límpido, que me acorda
sem querer, mas que
cumpre seu papel no próprio viver.
Aí me lembrei de
quanto já cantei
sem saber quem
realmente queria
me ouvir...
UM GRITO
Nossos olhos já não vêem o céu.
A poluição não nos deixa vê-lo.
Nosso olfato não sente, senão,
o cheiro de óleo.
As flores não sobreviveram.
Nossa boca não degusta, senão,
pobre guarida.
Não satisfaz. Enche.
Nossos sonhos:
montanhas íngremes...
picos escarlates...
pontos inatingíveis.
Enquanto houver:
quem veja e se cale,
quem fale e se canse,
e, ao se cansar se esqueça.
Da criança com fome.
Do amor sem guarida.
Da criança sem teto.
Do amor com fronteira.
Do ventre estéril...
Não houve um grito de alerta!
Um grito, só.
Um grito, simples.
É triste precisar
haver um grito.
Um grito, não um sussurro.
Um grito com eco e tudo.
Um grito
das entranhas embriagadas de cachaça.
Único remédio do pobre... a cachaça.
Para esconder nesta máscara... a cachaça.
A dor de ver o filho,
sem pão e agasalho.
O teto caindo.
O fogão sem gás.
A mulher cuja beleza,
se a tinha, morreu nos partos.
Um grito de lamento:
quem tem nas mãos a decisão
só tem para dizer, "cada um vive como pode"
e diz na televisão. Ah! Meu Deus, essa não.
Um grito de desabafo,
no coro do estádio,
ao ver o juiz roubar,
no tempo, no pênalti,
na expulsão.
Um grito ansioso,
triste-alegre
alegre-triste.
Num tempo de gritar
por socorro!
ENCONTRAR
Agora
ao invés de chorar
você vai sorrir;
ao invés de sonhar
você vai lutar;
ao invés de sofrer
você vai amar.
Saiba:
é no sorriso cativante
de cada instante;
na luta renhida
de cada dia,
que se encontra
a razão
de ser,
do querer,
do viver,
do morrer e
do nascer.
É assim
que se encontra
Deus.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
DENTRO DE MIM
Dentro de mim
existe um rio
rumando para o mar
os acidentes do leito, sei,
terei que suportar.
Criando energia nas quedas
e força nas tempestades
da vida, ele me enche o peito
de luz e esperança.
Move-se dentro de mim...
PAIXÃO
Quando os olhos se encontram
frente a frente
diante da escolha
do fervor e da paixão.
Quando as mãos de tocam
num balé indescritível e as
bocas, úmidas, se acariciam
na impossibilidade de dizer não.
Entendo o sentido da
consumida e agredida
palavra amor.
Exílio
Exilado em mim,
náufrago em meu
próprio oceano,
encontrei a ilha que sou.
Microponto em
um macro-universo.
Quem sou?
Às vezes nos unimos
à outras ilhas e
formamos arquipelágos,
mas, nunca haverá entre
as ilhas distância tão próxima
que forme continente e nem
haverá distância tão
longínqua como entre planetas.
Microponto em
um macro-universo.
Onde vou?
E você, ilha dos
meus sonhos e devaneios,
o que esperas de mim,
que tenho águas tão profundas
ao meu redor e ainda não
consegui desvendar-lhes os segredos?
E o que devo esperar de ti,
se não consigo avistar-te a olho nu?
Macroponto em
um universo
infinitamente micro.
O que sou?
Uma Ilha?
FILHO
"...vossos filhos não são vossos filhos,
são os filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma..."
Gibran Khalil Gibran em O Profeta.
Quando a lua e as estrelas se encontram na
abóbada celeste e o sol do outro lado permanece;
movimentos circulares do planeta determinam as marés e
seres em outras galáxias nos observam;
O que perguntar a esta natureza?
O que perguntar a esta imensidão?
Onde está Deus?
Não!
Ele não é pergunta, é resposta.
Ele não é desencontro, é efetivação.
Quando o amor do mar pela praia
não é maior que o amor da praia presente
pela praia distante; quando o sonho de
D. Quixote se torna realidade e a vida
em outros mundos não é ficção;
O que perguntar diante desta natureza?
O que perguntar perante esta imensidão?
Onde mora o amor?
Não!
Ele não é pergunta, é verdade.
Ele não é só encanto, é razão.
E quando a luz do ventre prevalece,
a vida engenhosa cresce, e
os genes concatenam um novo ser;
O que perguntar diante esta imensidão?
O que perguntar perante desta natureza?
Pelo pai e pela mãe?
Não!
Pelo filho,
expressão de Deus,
no amor,
por esta imensidão.
Não!
Pelo filho,
expressão de Deus,
no amor,
por esta imensidão.
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